CDB ou Tesouro Direto: Qual Investimento Rende Mais?

Escrito por

19/12/2025

11 min de leitura

Escolher entre CDB e Tesouro Direto pode parecer um desafio para muitos investidores, especialmente para aqueles que buscam maximizar seus rendimentos e alinhar investimentos aos seus objetivos financeiros. A escolha entre essas duas opções pode depender de fatores como o perfil do investidor, a situação econômica atual e a necessidade de liquidez.

Neste artigo, vamos explorar as principais diferenças entre CDB e Tesouro Direto, analisar suas rentabilidades, os riscos envolvidos, além de outros aspectos cruciais que podem ajudar você a tomar a decisão mais adequada para o seu perfil. Prepare-se para descobrir qual investimento pode ser mais vantajoso para você.

Comparação básica entre CDB e Tesouro Direto

CDB é o Certificado de Depósito Bancário, um título de renda fixa emitido por instituições financeiras. Ao investir em CDBs, o investidor está, na prática, emprestando dinheiro ao banco em troca de uma remuneração que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Tesouro Direto é um programa do governo para a compra de títulos públicos federais por pessoas físicas, de maneira simples e acessível. Comprando títulos do Tesouro Direto, o investidor está emprestando dinheiro ao governo em troca de uma rentabilidade que também pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

A diferença fundamental entre CDBs e títulos do Tesouro Direto está no emissor e na garantia. Enquanto os CDBs são emitidos por bancos e contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores de até R$ 250.000 por CPF e por instituição, os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo Tesouro Nacional, sendo considerados os investimentos mais seguros do país, já que a garantia é do próprio governo federal.

Compreender esses aspectos básicos é crucial para qualquer investidor que busca entender qual opção melhor se adequa às suas necessidades. Em seguida, vamos analisar a rentabilidade de cada uma dessas modalidades de investimento.

Análise de rentabilidade entre CDB e Tesouro Direto

A rentabilidade de um CDB é determinada pela taxa de juros acordada no momento da aplicação, que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. No caso dos CDBs pós-fixados, a rentabilidade é geralmente atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha de perto a taxa Selic.

Para o Tesouro Direto, a rentabilidade depende do tipo de título adquirido. Títulos prefixados oferecem uma taxa de retorno fixa acordada na compra. Os pós-fixados, como o Tesouro Selic, têm seu rendimento atrelado à taxa Selic. Já os híbridos, como o Tesouro IPCA+, combinam uma taxa fixa com a inflação medida pelo IPCA.

Historicamente, a rentabilidade dos CDBs e dos títulos do Tesouro Direto pode variar significativamente conforme o cenário econômico. Em períodos de alta da Selic, os investimentos atrelados a essa taxa, como CDBs pós-fixados e Tesouro Selic, tendem a oferecer retornos mais atraentes. No entanto, em épocas de estabilidade ou queda da Selic, títulos prefixados ou híbridos podem proporcionar rendimentos mais vantajosos.

O impacto das taxas de juros é crucial para a rentabilidade de ambos os investimentos, uma vez que influenciam diretamente os retornos esperados. A escolha entre CDBs e Tesouro Direto deve considerar as expectativas em relação à política monetária e ao comportamento das taxas de juros ao longo do tempo.

Vamos agora explorar os riscos associados a cada uma dessas opções de investimento, um aspecto importante para qualquer decisão financeira.

Riscos associados a CDB e Tesouro Direto

Os riscos associados ao CDB incluem principalmente o risco de crédito, que é a possibilidade de a instituição financeira não honrar seus compromissos. No entanto, esse risco é mitigado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250.000 por CPF e por instituição em caso de falência do banco.

O Tesouro Direto está sujeito principalmente ao risco de mercado, que envolve variações nos preços dos títulos devido a flutuações nas taxas de juros. Títulos prefixados e híbridos podem sofrer perdas se vendidos antes do vencimento, especialmente em cenários de alta de juros, que fazem os preços dos títulos caírem.

Em termos de segurança, o Tesouro Direto é considerado uma das opções mais seguras, uma vez que os títulos são garantidos pelo governo federal. Por outro lado, os CDBs também oferecem uma camada de proteção significativa através do FGC, o que os torna seguros dentro do limite coberto.

Os riscos podem afetar os retornos de várias maneiras. No caso dos CDBs, embora a garantia do FGC ofereça segurança, a rentabilidade pode ser prejudicada se o banco emissor enfrentar problemas financeiros. Para o Tesouro Direto, quem precisar vender os títulos antes do vencimento pode enfrentar perdas financeiras em um cenário de alta das taxas de juros.

Após entender os riscos, é fundamental considerar a liquidez desses investimentos. A seguir, vamos comparar a facilidade de resgate de CDBs e Tesouro Direto.

Liquidez: CDB vs Tesouro Direto

Liquidez refere-se à facilidade e rapidez com que um ativo pode ser convertido em dinheiro sem perda significativa de valor. Para investidores, a liquidez é vital, especialmente em situações que demandam acesso rápido ao capital investido.

Os CDBs podem ter diferentes níveis de liquidez, dependendo das condições impostas pelo banco emissor. Alguns CDBs oferecem liquidez diária, permitindo resgate a qualquer momento, enquanto outros podem exigir o cumprimento de prazos específicos para resgate sem penalidades.

Os títulos do Tesouro Direto têm liquidez considerada alta, pois podem ser vendidos de volta ao governo em dias úteis. No entanto, a venda antecipada pode resultar em preços de mercado diferentes do valor nominal, impactando o retorno final, especialmente em papéis prefixados e híbridos.

Para o resgate antecipado, os investidores devem estar atentos às possíveis implicações. Nos CDBs, a liquidez diária garante flexibilidade, mas pode haver perda de parte dos juros acumulados se resgatados antes do prazo. No Tesouro Direto, a venda antecipada dos títulos pode resultar em ganhos ou perdas, já que o valor de mercado dos títulos flutua com as taxas de juros.

A seguir, vamos explorar os aspectos de tributação e custos associados a esses investimentos, um fator essencial na análise do retorno líquido de qualquer aplicação financeira.

Tributação e custos de investir em CDB e Tesouro Direto

A tributação sobre o CDB segue a tabela regressiva do Imposto de Renda para aplicações financeiras. As alíquotas variam de acordo com o prazo do investimento: 22,5% para resgates em até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% para prazos superiores a 720 dias. A incidência do IOF ocorre apenas para resgates realizados em até 30 dias.

No Tesouro Direto, a tributação também segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, com as mesmas alíquotas aplicadas ao CDB. O IOF é cobrado da mesma forma, somente para resgates realizados em 30 dias. Além disso, há a cobrança de uma taxa de custódia de 0,20% ao ano sobre o valor dos títulos, além de possíveis taxas de corretagem dependendo da instituição financeira.

Comparando os regimes de tributação, ambos os investimentos seguem a mesma lógica de alíquotas regressivas e têm custos adicionais associados. O principal benefício fiscal de ambos vem com o investimento a longo prazo, quando a alíquota cai para 15%, otimizando o retorno líquido.

Compreender os custos e a tributação é essencial para ter uma visão completa do retorno efetivo desses investimentos. Agora, vamos discutir qual dessas opções é mais indicada para diferentes perfis de investidor.

CDB e Tesouro Direto: qual é mais indicado para seu perfil de investidor?

Os diferentes perfis de investidores podem se beneficiar de formas distintas ao escolher entre CDB e Tesouro Direto, dependendo de sua tolerância ao risco, objetivos financeiros e horizonte de investimento.

Investidores com perfil conservador, que prezam pela segurança e liquidez, podem encontrar no Tesouro Direto uma escolha mais alinhada, especialmente em títulos como o Tesouro Selic, que oferece estabilidade e menor volatilidade. Já investidores com maior tolerância ao risco podem considerar CDBs de bancos menores, que costumam oferecer taxas mais atrativas, mas com a proteção do FGC.

Para aqueles que têm objetivos de curto prazo, a liquidez diária de alguns CDBs pode ser vantajosa. Por outro lado, objetivos de longo prazo podem se beneficiar da menor alíquota de IR após 720 dias, tornando tanto CDBs quanto títulos do Tesouro boas opções.

A escolha entre CDB e Tesouro Direto deve levar em conta o horizonte de tempo. Investidores planejando resgates em curto prazo devem priorizar liquidez, enquanto prazos mais longos permitem explorar melhor os benefícios fiscais e de rendimento.

Com base nessas considerações, é crucial que o investidor avalie seu perfil, defina claramente seus objetivos e alinhe suas escolhas de investimento para a melhor estratégia financeira. A seguir, vamos analisar como os cenários econômicos podem impactar a rentabilidade dessas opções de investimento.

Cenários econômicos e impacto na rentabilidade de CDB e Tesouro Direto

Diferentes condições econômicas podem ter grande impacto na rentabilidade tanto do CDB quanto dos títulos do Tesouro Direto. Em períodos de alta inflacionária, por exemplo, títulos do Tesouro atrelados ao IPCA tendem a oferecer melhor proteção do poder de compra do investidor.

Em cenários de alta taxa Selic, CDBs pós-fixados e o Tesouro Selic se tornam mais atrativos devido ao aumento direto no retorno dos investimentos atrelados à taxa de juros básica da economia. Por outro lado, em períodos de queda da Selic, títulos prefixados ou híbridos podem proporcionar melhores retornos ao garantir taxas superiores às novas praticadas no mercado.

Previsões de mercado indicam tendências econômicas que podem orientar decisões de investimento. Analistas que preveem contínuas elevações da Selic, por exemplo, podem sugerir o investimento em papéis atrelados a juros pós-fixados. Já expectativas de estabilidade ou queda das taxas de juros podem direcionar o interesse para investimentos prefixados.

Investidores podem se posicionar estrategicamente ao monitorar previsões econômicas e ajustar suas carteiras conforme mudanças no cenário. Manter-se informado e flexível pode ser essencial para otimizar retornos e proteger investimentos ao longo do tempo.

Por fim, para melhor compreensão, vamos apresentar alguns exemplos práticos de investimentos em CDB e Tesouro Direto, mostrando como essas estratégias podem se concretizar na prática.

Exemplos práticos de investimentos em CDB e Tesouro Direto

Para ilustrar como funcionam na prática, vamos criar algumas simulações de investimento em CDB e Tesouro Direto com valores hipotéticos. Consideraremos um aporte inicial de R$ 10.000 em ambas as modalidades, com prazos e condições de mercado distintas.

No cenário 1, um investidor opta por um CDB com liquidez diária e rendimento pós-fixado a 100% do CDI. Após 1 ano, supondo que o CDI médio foi de 10% ao ano, o retorno bruto seria de aproximadamente R$ 1.000. Descontando o imposto de renda de 20% (para este período), o retorno líquido seria de R$ 800.

No cenário 2, o investidor escolhe o Tesouro Selic com rentabilidade vinculada à Selic, também em 10% ao ano. Após 1 ano, o retorno bruto seria semelhante, cerca de R$ 1.000. Com a mesma alíquota de IR, o retorno líquido seria novamente em torno de R$ 800, menos a taxa de custódia, resultando em um retorno um pouco menor que o do CDB.

Para maximizar ganhos em CDBs, escolha títulos de instituições de menor porte que oferecem taxas atrativas, mas sempre observando o limite do FGC. No Tesouro Direto, alinhe a escolha de títulos às suas expectativas de juros e inflação, além de considerar o prazo de investimento para aproveitar alíquotas menores de IR.

Essas simulações demonstram como diferentes estratégias podem impactar o retorno dos investimentos. Adaptar a estratégia ao seu perfil e às condições de mercado é chave para otimizar resultados.

Sobre o autor

Leia mais